Bem Vindo às Cousas

Puri, se tchigou às COUSAS, beio pur'um magosto ou um bilhó, pur'um azedo ou um butelo, ou pur um cibinho d'izco d'adobo. Se calha, tamém ai irbanços, tchítcharos, repolgas, um carólo e ua pinga. As COUSAS num le dão c'o colheroto nim c'ua cajata nim cu'as estanazes. Num alomba ua lostra nim um biqueiro nas gâmbias. Sêmos um tantinho 'stoubados, às bezes 'spritados, tchotchos e lapouços. S'aqui bem num fica sim us arraiolos ou u meringalho. Nim apanha almorródias nim galiqueira. « - Andadi, Amigo! Trai ua nabalha, assenta-te nu motcho e incerta ó pão. Falemus e bubemus um copo até canearmos e nus pintcharmus pró lado! Nas COUSAS num se fica cum larota, nim sede nim couractcho d'ideias» SEJA BEM-VINDO AO MUNDO DAS COUSAS. COUSAS MACEDENSES E TRANSMONTANAS, RECORDAÇÕES, UM PEDAÇO DE UM REINO MARAVILHOSO E UMA AMÁLGAMA DE IDEIAS. CONTAMOS COM AS SUAS : cousasdemacedo@gmail.com



quinta-feira, 10 de julho de 2008

quarta-feira, 9 de julho de 2008

(Mais) Cousas do S. Pedro



Mais um ano... 25 anos... O tempo é implacável. Ainda me recordo do arcaísmo em que decorreram os primeiros certames da Feira de S. Pedro. Como macedense de gema, sinto orgulho na vitalidade que atingiu a "festa". Contudo, não há bela sem senão. Já me tinha referido à inércia (ou, antes, à timidez) do público transmontano quando presencia espectáculos, a propósito do Pedro Khima. Como até gosto de uns pés de dança, particularmente quando se trata de músicas de inspiração latina ou africana, a minha pirralha (que herdou esses genes paternos), convenceu-me a assistir ao espectáculo dos Irmãos Verdades. E não é que o ritmo africano não contagiou o público, tal como seria de esperar? Como até me sinto um alienígena na terra-mãe, foi a minha vez de convencer a descendência a perder a inibição e a lançar-me na aventura de bambolear ao ritmo frenético da kizomba. Obviamente que, quem por perto estava, não perdeu a oportunidade de, ainda que timidamente, acompanhar os dois estranhos que dançavam sem se importunarem com os olhares de espanto que sobre eles pendiam. A verdade é que, ainda hoje, não deixo de sentir algum constrangimento quando circulo pela terra que me viu nascer. Mas daí a assitir a um concerto de braços cruzados sem manifestar a mínima emoção, vai uma grande distância! Será que o "povo" só se desinibe com uns canecos em cima? Ainda hoje voltei a pensar nisso: à hora do almoço, reparei que havia um programa emitido em directo a partir de Bragança. E não é que os adolescentes que a apresentadora ia tentando entrevistar ou se afastavam, ou não conseguiam falar ou, os que falavam, apesar do desafio, não conseguiam olhar para a dita apresentadora ou para a câmara? Que raio de bicho mordeu esta gente? Parece que se sofre de um qualquer complexo de inferioridade! Ou será de interioridade? "Pôrra"!!! Somos poucos, mas bons!!! E parece que a minha gente tem dificuldades em acreditar nisso!...

Cousas de 2 Semanas




O pulmão da cidade está a ser objecto de uma intervenção, com o intuito de minimizar os potenciais riscos de incêndio nesta época estival tão martirizante para as florestas nacionais. Prevenção deveria ser um termo aplicado a outros quadrantes do quotidiano deste país à beira-mar plantado. Todavia, pelo andar da carruagem, parece já não haver prevenção que valha a este rectângulo que enferma de uma combustão acelerada, traduzida nos constantes indicadores negativos, quando nos comparamos com os restante membros da UE. Louve-se a atitude da Câmara Municipal e das restantes entidades envolvidas para contrariar o flagelo que representam os incêndios. Incendiária poderá ser a pretensão de alguns bares macedenses, ao solicitarem o alargamento do funcionamento nocturno. A crer na RBA, dos cinco que pediram o licenciamento, dois foram excluídos. Virá polémica, na certa... Polémica já existe com a construção da Barragem do Baixo Sabor. Os ambientalistas continuam na sua legítima onda de protestos. O Governo e a Associação de Municípios do Baixo Sabor insistem nos argumentos económicos. Uns e outros têm razão. Mas, afinal, onde está a razão? Neste caso, como, aliás, será extensível a qualquer querela, existe a razão de um lado, a do outro e a correcta... Razões políticas à parte, por muito que me custe o desaparecimento do "único rio selvagem da Europa", não temos, em Trás-os-Montes, o Parque do Douro Internacional? E a Paisagem Protegida do Azibo? E não estão ambos num contexto de barragens (com objectivos distintos, é certo)? E qual foi a biodiversidade gerada em ambas as situações? Na minha ignorância, verifico que foi imensa! Basta consultar os sites dos referidos parques... E mais polémica advém das declarações do presidente do INEM à Antena 1. Não é que o "iluminado senhor" garante que já não é necessário o célebre helicóptero para a região transmontana, e que deveria ficar sedeado em Macedo? Pois fique sabendo o dito "iluminado senhor" que, segundo dados oficiais, o helicóptero do INEM estacionado em Matosinhos possui a maior fatia de serviços de emergência no distrito de Bragança? Porque será? Seguramente, porque Sua Excelência deve desconhecer o isolamento e a falta de meios a que está votada esta (pouca) gente (votante). E os compromissos assumidos por Correia de Campos nos protocolos que estabeleceu com as autarquias do Nordeste Transmontano? Será que a desculpa é que ele já cá não está (salvo seja...) e, entretanto, houve um inesperado surto de desenvolvimento nas condições de saúde transmontanas? Não me diga!!!... Bem-haja a sensatez de Mota Andrade!!!

No momento em que se fala da eventualidade do prolongamento da via ferroviária até Puebla de Sanabria, passando pelos concelhos de Macedo e Bragança, surge mais uma voz a contestar a construção da Barragem do Tua. Desta vez, foi Francisco a querer partir a "Louçã". Pareceram-me acertadas as suas declarações e, afinal de contas, sempre ganhou com a espectacularidade da viagem que fez no Metro não-Lisboeta, entre o Tua e Mirandela. Aproveite, por favor, para convidar os seus parceiros de Assembleia para fazerem o mesmo e verificarem, in loco, o crime que está prestes a cometer-se. E, já agora, convide a senhora Manuela Ferreira Leite e os senhores José Sócrates, Paulo Portas e Jerónimo de Sousa para, em vez do debate no monótono S.Bento, efectuarem um "tu-cá-tu-lá" a bordo de uma "verdinha", rodeados por uma paisagem sem os ares baforentos da capital...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Cousas da Feira

Ou é impressão minha, ou Macedo está um pouco parado no tempo. Regressei, por uns dias, às origens. É verdade que, apesar de as temperaturas não serem propriamente desagradáveis, as previsões de uma onda de calor não passaram disso mesmo. Aliás, permaneço em amena cavaqueira com o teclado, coberto por um manto de nuvens ameaçadoras. Não fosse a presença de um permanente concerto de aves (os meus insuportáveis despertadores matinais), e diria que estava em época antecedente às vindimas. Mas não... Estamos em Julho e, apesar dos meus planos de um ida à barragem antes da invasão de Agosto, parece que os ditos não passarão disso mesmo.
"Regressando" à Feira de S. Pedro. O cartaz, diga-se em abono da verdade, está bem composto e elaborado com o intuito de agradar a todos os gostos. Na Quarta-feira, levei os catraios a assistir ao concerto do Pedro Khima. Como, felizmente, a meu ver, estão habituados a assistir a outros concertos, estranhei a sua desilusão final. Após questionados sobre os porquês da ausência de sorrisos indiciadores de satisfação, as suas respostas reflectem, de uma certa forma, a interioridade. Para ser honesto, não gostaria de ser o Pedro Khima. Esforçar-me, através da entoação dos temas mais conhecidos, para obter como máximo aplauso o permanente entrecruzar de braços da assistência, é desmotivante. Confesso que me senti um verdadeiro alienígena, ao mesmo tempo que "abanava o capacete" na companhia da minha descendência, enquanto os vizinhos do lado desesperavam por não terem a coragem (e será que é preciso coragem?) de fazer aquilo que os acordes ditavam. Que raio de timidez colectiva é esta? Como bem disse um grande amigo meu de infância, num encontro fortuito no final do concerto, "Macedo não merece este tipo de assistência". O que merece Macedo, afinal? Talvez, gente que seja ela própria...

terça-feira, 24 de junho de 2008

As Cousitas da Semana

Há semanas assim. Em que as notícias escasseiam e as que surgem não dão azo a grande maldizer. De qualquer forma, para não perder o treino, fiquei a saber que a Câmara de Macedo foi autorizada a pedir um empréstimo à banca, no valor de 1,7 milhões de Euros. Abriu-se uma excepção na lei das finanças locais. Veremos onde vai ser aplicado este montante. Certeza, certeza, é que não servirá para compensar os habitantes da isolada Argana que, por uns dias se viram recuar no tempo, ao terem que viver à luz de candeias. E de candeias às avessas andam os presidentes do INAG e da Câmara de Mirandela a propósito das compensações pedidas pelos autarcas do Vale do Tua pela construção da barragem de Foz-Tua (parece que vai mesmo avançar...). E como de avanços se constrói a história, a Associação Terras Quentes, em cooperação com a Câmara de Macedo, procedeu a um levantamento do património histórico do concelho. Reconforta ter noção de que, afinal, apesar de sermos um concelho jovem, não deixamos de possuir a particularidade de termos uma história única, muito para além de lendas de cavaleiros e mouras encantadas. No domínio das artes, parece que temos um macedense (de Talhas) a dar cartas em terras de Sua Majestade, na área do bailado. À semelhança de outras áreas, é preciso recorrer à emigração para sermos notados na pátria-mãe.
Pátria-mãe que anda um pouco cabisbaixa por termos uns "meninos" (também eles, na sua maioria, emigrantes) que se esqueceram que o futebol também se joga de cabeça (e com cabeça). Afinal, tratou-se, apenas, de mais uma desilusão. E por cá continuaremos no nosso fantástico país do fado... Triste...

Cousas do S. Pedro

Depois das festas sanjoaninas, vêm as que honram o santo das chaves e da meteorologia. Parece que, a crer nas previsões, a semana da Feira de S. Pedro vai trazer consigo temperaturas de escaldar. Boas notícias para os vendedores de refrigerantes e cervejolas. Esperemos por mais um sucesso, nesta que é a edição "bodas de prata"

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O maldizer das Cousas

Há uns anos atrás fui acometido por um acesso de fúria momentânea quando verifiquei o "presente" que um senhor agente tinha, "amavelmente", deixado no pára-brisas do meu carro. Estava a prevaricar, é certo. No entanto, as viaturas que já estavam estacionadas num local onde tal não é permitido, não tinham sido objecto da "amabilidade" do dito agente. Daí à manifestação da raiva iminente, foi um pequeno instante. O senhor agente aguardava na esquina. Dirigiu-se a mim naquela postura de sobranceria que, infelizmente, muitos conhecem e solicitou os documentos. Questionei sobre o motivo pelo qual só o meu carro estava multado. A resposta, em jeito de justificação mal dada, resumia-se à explicação de que os proprietários dos restantes veículos prevaricadores eram macedenses. Boa!!! Amavelmente (sem aspas), pedi-lhe que verificasse o meu BI e, após a sua devolução, agradeci a atenção, aceitei o critério pelo qual "só os de fora" é que eram multados, rasguei o "presente" e, sem mais palavras, segui o meu caminho. Parece que os anos alteraram o critério. A crer nas críticas da ACIMC, muito preocupada com as ondas de assaltos a casas comerciais que têm ocorrido em Macedo. E consternada pelo elevado número de contra-ordenações cujo motivo reside no mesmo "crime" que eu próprio cometi. A verdade é que, nas oportunidades que tenho de circular por Macedo, nem me apercebo da presença dos senhores agentes, a não ser pelos enigmáticos "presentes" que aparecem do nada a decorar os automóveis "mal" estacionados. Ainda recentemente, numa situação particular, necessitava de encontrar um agente na via pública e, depois de algumas voltas, não restou outro remédio que não deslocar-me à esquadra onde, obviamente, encontrei o que precisava. Esqueci-me, no decorrer desse episódio, de me deslocar em direcção a qualquer uma das saídas de Macedo. Porque, verdade seja dita, são raras as ocasiões em que não me deparo com mais uma "operação stop". E, verdade, verdadinha, como já aqui abordei, a dita onda de assaltos tratou-se de casos isolados. Por isso, outra coisa não me resta que acreditar (mesmo!) que os assaltos foram levados a cabo, mas um de cada vez. Por tal, isolados... Tal como os "presentes", apesar de proliferarem pela cidade, surgem isoladamente em cada um dos pára-brisas...
Vamos ter mais uma praia no Azibo! Desta vez, mais próxima de Macedo. Como Vale de Prados fica mesmo aqui ao lado, pode ser o pretexto para, finalmente, relembrar os velhos tempos em que me aventurava de bicicleta até à "barragem". Só espero que, pelo caminho, não apanhe com alguma bola transviada proveniente do futuro campo de golfe (a verdade é que desconheço a localização concreta do dito campo, mas apeteceu-me rir comigo próprio com a imagem de apanhar uma bordoada - que as bolas de golfe são mesmo duras - enquanto me divertia a pedalar).
Uma das minhas "meninas dos olhos", a linha do Tua, reabriu. Confesso que a resignação vai, gradualmente, tomando conta de mim. Reconheço que, mais acidente, menos acidente, hão-de acabar por encerrá-la em definitivo. Até lá, dou pulos de contente sempre que me apercebo que ainda não desligaram a "máquina". E, sempre que as minhas articulações o permitirem, insistirei na repetição do tema até à exaustão. Se necessário fosse, não recusaria uns tostões do TGV para a manutenção de uma emblemática obra de verdadeira engenharia...
Ah!... Para esquecer os lucros astronómicos da Galp, para anestesiar a mente em relação à alteração de uns "dinheiritos" para as forças armadas por não haver verbas disponíveis parecendo existirem para aquisição de Mercedes (passe a publicidade) para quem tutela a pasta, para entorpecer os sentidos em relação à minha contribuição para reduzir nuns minutos a viagem de comboio entre Lisboa e Porto, para não falar de pessoas despedidas da Petrogal com chorudas indemnizações que a seguir são contratadas pela Galp a peso de ouro, para não chorar pelas cerejas que este ano não houve e para não pensar que amanhã tenho que ir atestar o depósito do meu carro: A SELECÇÃO ESTÁ NOS QUARTOS-DE-FINAL!!! A sério, de vez em quando, sabe-me bem ser "tuga" (acho que este é o carimbo que alguns intelectuais - esses mesmo que ficam incontactáveis, ocasionalmente, por 90 minutos - colocam nos "fanáticos da bola"). E cumpro, religiosamente, o ritual de assistir aos jogos de "jersey" com o símbolo das quinas. E canto o hino. E emociono-me. E perco, por dois períodos de 45 minutos, as estribeiras. Nos 15 intermináveis minutos do intervalo, tem que vir a companhia da "mini" e duma lasca de presunto ou duma rodela de salpicão, com umas azeitonitas, cujo tratamento não foi verificado pela ASAE, e por um "carolo" de pão do "Ti Luís". Depois desse breve intróito, segue-se o normal desfilar de não-frases que desafiam qualquer gramática de Língua Portuguesa, mesmo que seja uma daquelas que jamais utilizarei, provenientes do "acôrredo ôtôguiráficô"...