Bem Vindo às Cousas
quinta-feira, 10 de julho de 2008
quarta-feira, 9 de julho de 2008
(Mais) Cousas do S. Pedro
Mais um ano... 25 anos... O tempo é implacável. Ainda me recordo do arcaísmo em que decorreram os primeiros certames da Feira de S. Pedro. Como macedense de gema, sinto orgulho na vitalidade que atingiu a "festa". Contudo, não há bela sem senão. Já me tinha referido à inércia (ou, antes, à timidez) do público transmontano quando presencia espectáculos, a propósito do Pedro Khima. Como até gosto de uns pés de dança, particularmente quando se trata de músicas de inspiração latina ou africana, a minha pirralha (que herdou esses genes paternos), convenceu-me a assistir ao espectáculo dos Irmãos Verdades. E não é que o ritmo africano não contagiou o público, tal como seria de esperar? Como até me sinto um alienígena na terra-mãe, foi a minha vez de convencer a descendência a perder a inibição e a lançar-me na aventura de bambolear ao ritmo frenético da kizomba. Obviamente que, quem por perto estava, não perdeu a oportunidade de, ainda que timidamente, acompanhar os dois estranhos que dançavam sem se importunarem com os olhares de espanto que sobre eles pendiam. A verdade é que, ainda hoje, não deixo de sentir algum constrangimento quando circulo pela terra que me viu nascer. Mas daí a assitir a um concerto de braços cruzados sem manifestar a mínima emoção, vai uma grande distância! Será que o "povo" só se desinibe com uns canecos em cima? Ainda hoje voltei a pensar nisso: à hora do almoço, reparei que havia um programa emitido em directo a partir de Bragança. E não é que os adolescentes que a apresentadora ia tentando entrevistar ou se afastavam, ou não conseguiam falar ou, os que falavam, apesar do desafio, não conseguiam olhar para a dita apresentadora ou para a câmara? Que raio de bicho mordeu esta gente? Parece que se sofre de um qualquer complexo de inferioridade! Ou será de interioridade? "Pôrra"!!! Somos poucos, mas bons!!! E parece que a minha gente tem dificuldades em acreditar nisso!...
Cousas de 2 Semanas
O pulmão da cidade está a ser objecto de uma intervenção, com o intuito de minimizar os potenciais riscos de incêndio nesta época estival tão martirizante para as florestas nacionais. Prevenção deveria ser um termo aplicado a outros quadrantes do quotidiano deste país à beira-mar plantado. Todavia, pelo andar da carruagem, parece já não haver prevenção que valha a este rectângulo que enferma de uma combustão acelerada, traduzida nos constantes indicadores negativos, quando nos comparamos com os restante membros da UE. Louve-se a atitude da Câmara Municipal e das restantes entidades envolvidas para contrariar o flagelo que representam os incêndios. Incendiária poderá ser a pretensão de alguns bares macedenses, ao solicitarem o alargamento do funcionamento nocturno. A crer na RBA, dos cinco que pediram o licenciamento, dois foram excluídos. Virá polémica, na certa... Polémica já existe com a construção da Barragem do Baixo Sabor. Os ambientalistas continuam na sua legítima onda de protestos. O Governo e a Associação de Municípios do Baixo Sabor insistem nos argumentos económicos. Uns e outros têm razão. Mas, afinal, onde está a razão? Neste caso, como, aliás, será extensível a qualquer querela, existe a razão de um lado, a do outro e a correcta... Razões políticas à parte, por muito que me custe o desaparecimento do "único rio selvagem da Europa", não temos, em Trás-os-Montes, o Parque do Douro Internacional? E a Paisagem Protegida do Azibo? E não estão ambos num contexto de barragens (com objectivos distintos, é certo)? E qual foi a biodiversidade gerada em ambas as situações? Na minha ignorância, verifico que foi imensa! Basta consultar os sites dos referidos parques...
E mais polémica advém das declarações do presidente do INEM à Antena 1. Não é que o "iluminado senhor" garante que já não é necessário o célebre helicóptero para a região transmontana, e que deveria ficar sedeado em Macedo? Pois fique sabendo o dito "iluminado senhor" que, segundo dados oficiais, o helicóptero do INEM estacionado em Matosinhos possui a maior fatia de serviços de emergência no distrito de Bragança? Porque será? Seguramente, porque Sua Excelência deve desconhecer o isolamento e a falta de meios a que está votada esta (pouca) gente (votante). E os compromissos assumidos por Correia de Campos nos protocolos que estabeleceu com as autarquias do Nordeste Transmontano? Será que a desculpa é que ele já cá não está (salvo seja...) e, entretanto, houve um inesperado surto de desenvolvimento nas condições de saúde transmontanas? Não me diga!!!... Bem-haja a sensatez de Mota Andrade!!!
No momento em que se fala da eventualidade do prolongamento da via ferroviária até Puebla de Sanabria, passando pelos concelhos de Macedo e Bragança, surge mais uma voz a contestar a construção da Barragem do Tua. Desta vez, foi Francisco a querer partir a "Louçã". Pareceram-me acertadas as suas declarações e, afinal de contas, sempre ganhou com a espectacularidade da viagem que fez no Metro não-Lisboeta, entre o Tua e Mirandela. Aproveite, por favor, para convidar os seus parceiros de Assembleia para fazerem o mesmo e verificarem, in loco, o crime que está prestes a cometer-se. E, já agora, convide a senhora Manuela Ferreira Leite e os senhores José Sócrates, Paulo Portas e Jerónimo de Sousa para, em vez do debate no monótono S.Bento, efectuarem um "tu-cá-tu-lá" a bordo de uma "verdinha", rodeados por uma paisagem sem os ares baforentos da capital...
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Cousas da Feira
"Regressando" à Feira de S. Pedro. O cartaz, diga-se em abono da verdade, está bem composto e elaborado com o intuito de agradar a todos os gostos. Na Quarta-feira, levei os catraios a assistir ao concerto do Pedro Khima. Como, felizmente, a meu ver, estão habituados a assistir a outros concertos, estranhei a sua desilusão final. Após questionados sobre os porquês da ausência de sorrisos indiciadores de satisfação, as suas respostas reflectem, de uma certa forma, a interioridade. Para ser honesto, não gostaria de ser o Pedro Khima. Esforçar-me, através da entoação dos temas mais conhecidos, para obter como máximo aplauso o permanente entrecruzar de braços da assistência, é desmotivante. Confesso que me senti um verdadeiro alienígena, ao mesmo tempo que "abanava o capacete" na companhia da minha descendência, enquanto os vizinhos do lado desesperavam por não terem a coragem (e será que é preciso coragem?) de fazer aquilo que os acordes ditavam. Que raio de timidez colectiva é esta? Como bem disse um grande amigo meu de infância, num encontro fortuito no final do concerto, "Macedo não merece este tipo de assistência". O que merece Macedo, afinal? Talvez, gente que seja ela própria...
terça-feira, 24 de junho de 2008
As Cousitas da Semana
Pátria-mãe que anda um pouco cabisbaixa por termos uns "meninos" (também eles, na sua maioria, emigrantes) que se esqueceram que o futebol também se joga de cabeça (e com cabeça). Afinal, tratou-se, apenas, de mais uma desilusão. E por cá continuaremos no nosso fantástico país do fado... Triste...
Cousas do S. Pedro
Depois das festas sanjoaninas, vêm as que honram o santo das chaves e da meteorologia. Parece que, a crer nas previsões, a semana da Feira de S. Pedro vai trazer consigo temperaturas de escaldar. Boas notícias para os vendedores de refrigerantes e cervejolas. Esperemos por mais um sucesso, nesta que é a edição "bodas de prata"
segunda-feira, 16 de junho de 2008
O maldizer das Cousas
Vamos ter mais uma praia no Azibo! Desta vez, mais próxima de Macedo. Como Vale de Prados fica mesmo aqui ao lado, pode ser o pretexto para, finalmente, relembrar os velhos tempos em que me aventurava de bicicleta até à "barragem". Só espero que, pelo caminho, não apanhe com alguma bola transviada proveniente do futuro campo de golfe (a verdade é que desconheço a localização concreta do dito campo, mas apeteceu-me rir comigo próprio com a imagem de apanhar uma bordoada - que as bolas de golfe são mesmo duras - enquanto me divertia a pedalar).
Uma das minhas "meninas dos olhos", a linha do Tua, reabriu. Confesso que a resignação vai, gradualmente, tomando conta de mim. Reconheço que, mais acidente, menos acidente, hão-de acabar por encerrá-la em definitivo. Até lá, dou pulos de contente sempre que me apercebo que ainda não desligaram a "máquina". E, sempre que as minhas articulações o permitirem, insistirei na repetição do tema até à exaustão. Se necessário fosse, não recusaria uns tostões do TGV para a manutenção de uma emblemática obra de verdadeira engenharia...
Ah!... Para esquecer os lucros astronómicos da Galp, para anestesiar a mente em relação à alteração de uns "dinheiritos" para as forças armadas por não haver verbas disponíveis parecendo existirem para aquisição de Mercedes (passe a publicidade) para quem tutela a pasta, para entorpecer os sentidos em relação à minha contribuição para reduzir nuns minutos a viagem de comboio entre Lisboa e Porto, para não falar de pessoas despedidas da Petrogal com chorudas indemnizações que a seguir são contratadas pela Galp a peso de ouro, para não chorar pelas cerejas que este ano não houve e para não pensar que amanhã tenho que ir atestar o depósito do meu carro: A SELECÇÃO ESTÁ NOS QUARTOS-DE-FINAL!!! A sério, de vez em quando, sabe-me bem ser "tuga" (acho que este é o carimbo que alguns intelectuais - esses mesmo que ficam incontactáveis, ocasionalmente, por 90 minutos - colocam nos "fanáticos da bola"). E cumpro, religiosamente, o ritual de assistir aos jogos de "jersey" com o símbolo das quinas. E canto o hino. E emociono-me. E perco, por dois períodos de 45 minutos, as estribeiras. Nos 15 intermináveis minutos do intervalo, tem que vir a companhia da "mini" e duma lasca de presunto ou duma rodela de salpicão, com umas azeitonitas, cujo tratamento não foi verificado pela ASAE, e por um "carolo" de pão do "Ti Luís". Depois desse breve intróito, segue-se o normal desfilar de não-frases que desafiam qualquer gramática de Língua Portuguesa, mesmo que seja uma daquelas que jamais utilizarei, provenientes do "acôrredo ôtôguiráficô"...






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