

A nostalgia ataca de novo... Recebi, recentemente, um mail a propósito da "malfadada" Linha do Tua e, particularmente, relativo às potenciais causas do último acidente nela ocorrido no Verão passado. Segundo o relatório dele constante, existe, na realidade, incúria e desleixo. Para os interessados, podem consultar o dito relatório e as fotografias que induzem na existência das graves anomalias que deram a sua contribuição para a ocorrência dos mediáticos acidentes em:
http://static.publico.clix.pt/docs/local/tuareportagem.pdf
Para lá desta triste realidade, jamais esquecerei os tempos que me provocaram tamanha paixão pelo Tua. Apesar de irrepetíveis, a minha memória guarda carinhosamente todos os momentos e sensações que a subida até Macedo proporcionava. De forma muito particular (e curiosamente) a meia-hora, ou talvez mais, que durava a viagem entre Mirandela e Macedo. É verdade que era nesse percurso abandonada a montanha-russa do sinuoso percurso com o rio por companhia. Mas é verdade, também, que esse troço representava o aproximar da "terrinha".





Retirava-se a mochila do local onde repousava de uma viagem extenuante e fazia-se uma nova incursão à porta, local de onde melhor se podia apreciar o aparecimento das primeiras casas macedenses. Estes breves minutos até à estação de Macedo pareciam nunca mais ter fim. Era uma eternidade até à entrada na recta que lhe dava acesso. Mas, como repetidas vezes acontecia, o momento de saltar da carruagem para receber o abraço do "ourinho sobre azul" chegava, invariavelmente. Sabia bem o percurso a pé até chegar a casa, onde eram repostas as conversas e renovadas as declarações de saudades. Depois... Depois, o fim-de-semana passava de tal forma rápido que já estava a fazer o percurso inverso e a detectar sensações opostas, à medida que ia passando por Grijó, Cortiços, Romeu... E já nem saltava do banco quando o comboio atravessava a ponte...
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